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  • CINTURA NA MEDIDA CERTA
    16/11/2012 - 22:09

    A medida da cintura é um importante indicador de saúde. Os centímetros que medem a concentração de gordura visceral evidenciam não apenas a obesidade, mas também os riscos de desenvolver doenças cardiovasculares ou diabetes.

    Esse número é o principal critério utilizado pelos médicos para diagnosticar a síndrome metabólica. A medida varia de acordo com a etnia e gênero do indivíduo: no caso dos homens caucasianos e negros, a preocupação surge a partir de 94 cm; nos sul-asiáticos, ameríndios e chineses, a partir de 90 cm; e nos japoneses, a partir de 85 cm. No caso das mulheres, as caucasianas, negras, sul-asiáticas, ameríndias e chinesas devem se preocupar com medidas a partir de 80 cm; e as japonesas, a partir de 90 cm.

    Além da medida da cintura, que é uma condição que deve necessariamente estar presente, o diagnóstico da síndrome metabólica necessita da presença de mais dois critérios, entre níveis de pressão arterial máxima (sistólica) maior ou igual a 13 cm/Hg ou pressão arterial mínima (diastólica) maior ou igual a 8,5 cm/Hg; glicemia (açúcar no sangue) elevada – medida em jejum (a partir de 100 mg/dl) ou diabetes diagnosticado; perfil lipídico alterado (baixo colesterol bom – HDL menor que 50mg/dl nas mulheres e 40 mg/dl nos homens – ou triglicérides elevados – acima de 150 mg/dl).

     

    Fatores que contribuem para o diagnóstico da Síndrome Metabólica: Hipertensão, Diabetes, Colesterol e Obesidade.

    A presença de apenas três desses componentes já define a síndrome metabólica. Os critérios utilizados no Brasil para o diagnóstico são baseados nas diretrizes brasileiras para o diagnóstico e tratamento da síndrome metabólica desde 2004. Esse conjunto de fatores eleva o risco de morte por doenças, como o acidente vascular cerebral (AVC) ou o infarto, e aumentam o risco de desenvolver o diabetes. De acordo com a Sociedade Brasileira de Endocrinologia, quando presente, a síndrome metabólica está relacionada a uma mortalidade cardiovascular três vezes maior do que na população em geral.

    A doença é silenciosa, já que dificilmente apresenta sintomas: a incidência é de 30% em toda a população. E esse número deve crescer juntamente com o ganho de peso das pessoas. A síndrome metabólica pode aparecer a partir dos 30 anos, mas é mais comum na faixa dos 50. Nessa idade, o número de casos dobra em comparação com as faixas etárias anteriores. Não há um componente hereditário que isoladamente defina a ocorrência da doença, mas quem tem histórico familiar de diabetes ou doenças cardiovasculares deve redobrar a atenção, pois é mais suscetível.

    O diagnóstico da síndrome é feito por meio de exames laboratoriais – que vão avaliar os níveis de glicemia, colesterol e triglicérides presentes no organismo – em conjunto com uma avaliação clínica, na qual o médico irá pesar o paciente e medir a pressão arterial. No entanto, a forma mais fácil de verificar a presença ou não da doença ainda é a medida da cintura. Para identificar sua medida, basta usar uma fita métrica e medir na altura do umbigo.

    O tratamento de ponta para esse problema é multidisciplinar, ou seja, deve abordar vários fatores da vida do paciente. É preciso controlar o peso, a glicemia, o colesterol. Em alguns casos há necessidade do uso medicamentos. Mas, em geral, a indicação consiste em exercício físico e alimentação balanceada. É fundamental a redução do sal na comida, para diminuir o impacto da hipertensão.

    O mais importante é ter consciência da necessidade de mudar os hábitos alimentares e reduzir o consumo de gordura na dieta. Principalmente a combinação gordura e açúcar. Portanto, para ficar longe do risco de desenvolver a síndrome metabólica, a adoção de hábitos saudáveis é essencial.

    Não deixe de procurar seu médico se sua cintura atingir a medida de risco. E não hesite em fazer todos os exames necessários.

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  • ANTICONCEPCIONAIS - Mitos e Verdades
    04/11/2012 - 22:49

    Em novembro, nascem os chamados “filhos do Carnaval”; aqueles bebês inesperados, que vêm ao mundo sem o planejamento ou  prevenção dos pais. O essencial para se programar é estar bem informado a respeito dos métodos anticoncepcionais. E quando esse é o tema, perguntas não faltam:

     

    - É preciso parar de tomar a pílula anticoncepcional por um tempo para desintoxicar o corpo?

    Mito. A pausa entre uma cartela e outra já é o suficiente para desintoxicar o organismo.

     

    - A pílula anticoncepcional engorda?

    Mito. A quantidade de hormônios nas pílulas deve ser a indicada pelo ginecologista para não sobrecarregar a contagem de hormônios do seu corpo. Mas, em geral, não há indícios de que o efeito seja relacionado ao ganho de peso nem ao aumento de células de gordura. O que pode ocorrer é algum inchaço causado pela retenção de líquidos.

     

    - Anticoncepcional dá celulite?

    Mito. A celulite está relacionada ao acúmulo de gordura e à predisposição genética. Converse com seu médico se perceber retenção de líquidos, pois a sensação de que a celulite aumentou pode ser causada pelo inchaço.

     

    - Anticoncepcional pode causar varizes?

    Verdade. A progesterona pode, sim, gerar a vasodilatação resultando no aparecimento das indesejadas varizes em alguns casos. Geralmente, o problema ocorre em mulheres que tomam a pílula e já possuem uma forte predisposição genética a desenvolvê-lo.

     

    - A pílula protege de doenças sexualmente transmissíveis?

    Mito. A pílula tem a função de evitar a gravidez. Para se prevenir contra as DSTs, use a camisinha.

     

    - Anticoncepcional aumenta o risco de câncer de mama?

    Mito. Não há estudos que comprovem a associação da pílula ao câncer de mama.

     

    - Tomar pílula diminui o desejo sexual?

    Mito. “Não há qualquer relação entre o uso desse contraceptivo com a perda do apetite sexual; porém, se for verificada a interferência do anticoncepcional na concentração do hormônio testosterona, poderá haver uma diminuição, mas não a perda da libido”, explica Caroline.

     

    - A pílula do dia seguinte não pode ser utilizada como contraceptivo frequente?

    Verdade. “Trata-se de um método anticoncepcional de emergência e que deve ser usado apenas nessa situação. Por conter altas doses de progesterona, ela causa irregularidades menstruais e desconfortos na pele, como acne e aumento da oleosidade. Não são conhecidos os efeitos com uso prolongado, mas sabe-se que podem ser perigosos”, alerta a ginecologista.

     

    - Todos os métodos contraceptivos, se usados por um longo período, podem causar infertilidade?

    Mito. O que pode ocorrer é a demora para o organismo voltar ao normal e, por isso, a mulher não conseguir engravidar de imediato.

     

    - A cordinha do DIU é igual à do absorvente interno?

    Mito. A pequena corda que o médico usa para retirar o DIU não aparece porque fica dentro do canal vaginal.

     

    - A camisinha é 100% segura?

    Mito. Nenhum método é 100% seguro, mas as pílulas, por exemplo, têm 99,9% de eficácia se a mulher tomar corretamente: no mesmo horário e sem esquecer nenhum comprimido.

     

    - O preservativo protege de todas as doenças sexualmente transmissíveis?

    Verdade. Ele é, inclusive, o único método que protege de todas as DSTs e da gravidez.

     

    - A camisinha pode se romper durante a relação sexual?

    Verdade. E isso pode acontecer especialmente se for colocada de forma errada. Por isso, o ideal é prestar atenção nesse momento.

     

    Estes itens são apenas algumas das dúvidas mais frequentes em relação aos métodos contraceptivos. Para mais informações e orientações de uso, consulte seu ginecologista de confiança.

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  • 100 PASSOS POR MINUTO
    12/09/2012 - 21:43

    No ritmo certo, caminhar é ótimo exercício

    Quem não aprecia unir o útil, como a prática de um exercício físico, com o agradável, aproveitando para passear, ver belas paisagens, bater um papo? Distrair-se enquanto cuida do corpo. Essa fórmula tão interessante está ao alcance da maioria das pessoas e, além de tudo, traz grandes benefícios aos praticantes, principalmente se forem seguidas algumas dicas fundamentais.

    Como medida ideal de exercício moderado para o coração, praticar caminhada diária de meia hora, num ritmo constante, segundo pesquisadores norte-americanos, é uma forma muito saudável de aproveitar o tempo livre.

    As conclusões dos cientistas da Universidade de San Diego foram baseadas em exercícios realizados por 97 adultos saudáveis com média de idade de 32 anos. A demanda do corpo por oxigênio foi observada enquanto esses voluntários caminhavam em esteiras. Os resultados apontaram que o homem precisa caminhar, em geral, a uma velocidade de 92 a 102 passos por minuto para realizar um exercício cardiovascular de intensidade moderada, a melhor para o corpo. A faixa para as mulheres é de 91 a 115 passos por minuto. Segundo Simon Marshall, chefe da equipe de pesquisadores, “os benefícios à saúde podem ser atingidos com um mínimo de dez minutos de exercícios; uma forma simples de começar a se exercitar é tentar dar mil passos em dez minutos, até chegar a 3 mil passos em 30 minutos".

    A prática, como sugestão, pode ser acompanhada por um pedômetro – aparelho que mede a número de passos dados em uma caminhada – aliado a um relógio de pulso para acompanhar com precisão o decorrer do tempo.

    É importante destacar que o estudo foi realizado com pessoas saudáveis. Casos específicos, de indivíduos com sobrepeso, por exemplo, devem ser orientados por profissionais da área da saúde, que poderão avaliar com precisão a frequência, o ritmo e o tempo adequado a cada quadro clínico para se possa atingir os melhores resultados.

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